sábado, 10 de agosto de 2019

TEA, TDAH E DEFICIÊNCIA INTELECTUAL



TDAH tem associação com o TEA e deficiência intelectual?


Frequentemente ficamos a par de algumas relações de transtornos que são evidenciadas por novas pesquisas. Essas ligações podem ser definidas como comorbidades, pois elas geralmente acontecem diante da existência de duas ou mais condições que afetam o desenvolvimento cognitivo e social de uma pessoa. O Transtorno de Déficit de Atenção (TDAH), a Deficiência Intelectual (DI) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA) são alguns desses casos que suscitam curiosidade em pesquisas acadêmicas.
A pergunta que fica é a seguinte: o TDAH tem associação com o TEA e a deficiência intelectual? Além disso, o interessante é traçar quais são as implicações, a preponderância do TDAH em relação às outras condições, como fazer para identificar cada uma delas e o que fazer para lidar com uma intervenção plenamente eficaz.
Para isso, é importante expormos um breve panorama sobre cada um desses transtornos e/ou distúrbios; e como os manuais e grupos de estudiosos lidam com essas situações. Já se sabe, por exemplo, que a denominação mais adequada atualmente é deficiência intelectual, segundo orientação proposta no DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) editada em 2013.
É sabido que tanto o TDAH quanto a Deficiência Intelectual e o TEA são condições cuja prevalência de comorbidades são relativamente normais, mas, dependendo do caso, uma delas é a causa primária em relação à outra. Veja a seguir como elas atuam na vida de uma pessoa, suas consequências e quais as possibilidades relacionais.
O que estudos sugerem sobre a associação TDAH, TEA e DI?

– TDAH e TEA

Uma pesquisa apresentada no 26° Congresso Europeu de Neuropsicofarmacologia evidencia que crianças diagnosticadas com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) podem apresentar traços presentes no TEA (Transtorno do Espectro Autista).
O estudo afirma que o histórico familiar corresponde por uma boa parcela desses casos, inclusive aqueles que envolvem gêmeos. No entanto, outras relações entre parentes podem exercer influência. O estudo mostra que essa ligação entre o TDAH e o TEA compartilha uma mesma herança ou origem, comprovando a sua comorbidade ou coexistência.
De acordo com o levantamento, “essas descobertas aumentam a possibilidade de que algumas crianças com TDAH possam manifestar sintomas de autismo mesmo na ausência de um transtorno pleno”.
– TDAH e DI
Algumas pesquisas tornaram evidentes a presença de sintomas de TDAH em pessoas com DI. Há que se considerar o seguinte fato: em muitos casos o diagnóstico de TDAH e Deficiência Intelectual são apresentados como transtornos em comorbidade. O que facilita a identificação de um desses transtornos associado a outro é o uso de escalas no diagnóstico, provocando sua eficácia na identificação de sintomas do TDAH em crianças que convivem com a DI.
Alguns sintomas da Deficiência Intelectual podem ser confundidos com aquelas apresentadas no TDAH. Veja quais são:
  • Falta de interesse pelas atividades dadas em sala de aula;
  • Pouca interação com os colegas e com a professora;
  • Quando a criança perde ou esquece o que já havia aprendido (e demonstrado habilidade);
O TDAH e sua incidência
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) pode ser definido como um distúrbio neurocomportamental ou uma desordem neuropsiquiátrica, de início precoce. Ele é caracterizado por uma inquietação psicomotora; pela dificuldade em manter a atenção e a impulsividade cognitiva e social.
Estudo realizado pelo DSM-5 estabelece que o TDAH ocorre em 5% das crianças e 2,5% dos adultos. De acordo com o levantamento, o transtorno costuma ser mais frequente em comparação com as meninas. Isso considerando a população geral.
Quando comparado o público infantil em relação aos demais, a pesquisa constata que a proporção de TDAH se configura da seguinte forma: 2:1 em crianças e 1,6:1 em adultos.
A deficiência intelectual e a possibilidade de comorbidades
A deficiência intelectual, por sua vez, é caracterizada pelo funcionamento cognitivo que não corresponde à média esperada. Em outras palavras, é quando que está aquém do que é considerado normal ou regular para o desenvolvimento de uma pessoa. Muitos pais e mães ficam apreensivos em relação aos campos que podem ser direta ou indiretamente afetados pelo desempenho cerebral da criança.
A Deficiência Intelectual também é marcada por prejuízos significantes do funcionamento intelectual. A tudo isso se junta os déficits no comportamento adaptativo, manifestados durante o período de desenvolvimento da criança e adolescente.

O TEA e os desafios que ele traz para a vida da pessoa

O autismo é um transtorno que afeta vários aspectos da comunicação, além de influenciar também no comportamento do indivíduo. De acordo com dados do CDC (Center of Deseases Control and Prevention), órgão vinculado ao governo dos Estados Unidos, a relação existente é de um caso de autismo a cada 110 pessoas.
Sendo assim, a estimativa no Brasil, com seus poucos mais de 200 milhões de habitantes, possua aproximadamente 2 milhões de pessoas convivendo com TEA. Para se ter uma ideia, só no Estado de São Paulo são mais de 300 mil ocorrências, segundo dados divulgado pela USP. Os sintomas básicos do TEA são os seguintes:
  • Dificuldade de interação social;
  • Déficit de comunicação social, tanto quantitativo quanto qualitativo;
  • Padrões inadequados de comportamento que não possuem finalidade social.
Como lidar com esses casos?
Os tratamentos disponibilizados pelos profissionais são sempre as melhores alternativas para oferecer às pessoas. É importante salientar que as intervenções devem ser aplicadas de acordo com a demanda de casa pessoa, pois as necessidades de uma podem ser diferentes de outra e por aí vai.

https://neurosaber.com.br/tdah-tem-associacao-com-o-tea-e-deficiencia-intelectual/


Tratamentos e Intervenções no TEA

Quais são os transtornos que podem acompanhar o TEA?

Todos vocês que acompanham nossos artigos e neurolives já devem ter lido algum conteúdo falando sobre as comorbidades do autismo. Pois saibam que essa situação é muito comum em pacientes que convivem com a condição autística. Os transtornos no TEA (Transtorno do Espectro Autista) podem ser bastante variados.
No entanto, é importante salientar que o acompanhamento médico é a única maneira de indicar a existência dessa relação de patologias associada ao distúrbio da criança. No artigo de hoje, vocês ficarão por dentro desse assunto e saberão todos os procedimentos para amenizar seus efeitos.
Quais são os transtornos no TEA mais comuns?
Antes de tudo, é preciso esclarecer o que são comorbidades. Podemos defini-las como condições que se associam a outras condições e que, porventura, estão clinicamente juntas.
No autismo, existem várias comorbidades neurológicas: o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), enxaquecas e cefaléias; os distúrbios do sono; os transtornos genéticos sindrômicos; as encefalopatias crônicas e as paralisias cerebrais. Sendo assim, todas elas (uma ou mais) podem coexistir em uma criança com TEA.
Por que é fundamental identificar quais são elas?
É importante que haja essa identificação, pois um transtorno no TEA ou comorbidade pode ser muito mais sério que o próprio autismo. Muitas vezes, essa relação é o que está realmente atrapalhando a criança a ter um maior engajamento social e cumprir tarefas e atividades escolares. Além disso, essa associação é responsável por intensificar os sintomas autísticos e fazem com que os pequenos tenham prejuízos muito maiores de seus processos sociais.
Outra comorbidade que afeta a criança é a deficiência intelectual, porque ela faz com que o menor não consiga atingir situações ou patamares básicos da aprendizagem básica na escola. A presença da deficiência intelectual fará com que a instituição estabeleça um regime curricular bem diferenciado, o que implica em mais dependência, pois a criança terá dificuldade considerável de entender e abstrair os conteúdos.
Relembrando mais sobre os transtornos no autismo

TDAH 

Estudos revelaram que crianças diagnosticadas com TDAH podem apresentar traços de autismo. O resultado da pesquisa mostrou que essa ligação entre o TDAH e o TEA compartilha uma mesma herança ou origem, comprovando a sua comorbidade ou coexistência.
É importante salientar que quando ambas as condições existem, alguns sintomas podem se mostrar, sobretudo, nas funções executivas; ou seja, elas se apresentam bem aquém das expectativas, prejudicando até mesmo a autonomia do pequeno.
Deficiência intelectual 
Importante chamar atenção para o fato de o TEA e a Deficiência Intelectual (DI) apresentarem sintomas distintos quando eles se manifestam de forma independente.
No entanto, a DI como comorbidade do autismo pode ser notado em aspectos cognitivos, uma vez que a dependência da criança aumenta em atividades que ela já teria determinada autonomia. Além disso, essa relação é responsável por diminuir as chances de inserção na escola e no ambiente profissional.
Pesquisas revelam que o paciente diagnosticado com TEA e DI associados costumam apresentar um desempenho adaptativo aquém do esperado, além de sintomas mais graves do transtorno.
Outras comorbidades
A criança que convive com TEA também pode ser diagnosticada com distúrbios diversos dos que foram mencionados acima, a saber: Transtorno Opositivo-Desafiador, Transtorno de Ansiedade, Epilepsia, doenças genéticas diversas, etc. Portanto, é necessário que o tratamento adote uma linha multidisciplinar para a solução de problemas que visem amenizar os efeitos do autismo e suas comorbidades.
Dr. Clay Brites

O que são aspectos cognitivos da aprendizagem?

O que são aspectos cognitivos da aprendizagem?

Os aspectos cognitivos atuam como motor no processo de aprendizagem. É importante que tenhamos em mente que existem muito mais coisas envolvidas nesse desempenho cerebral. No entanto, não é possível falar sobre o ato de aprender sem relembrarmos alguns conceitos, dentre eles a cognição.
O que é cognição?
Bom, a cognição é o ato que consiste em processar as informações. A função dessa habilidade é o de perceber, integrar, compreender e responder adequadamente a todos os estímulos do ambiente de uma pessoa. Vale ressaltar que isso leva o indivíduo a pensar e a avaliar como e o que fazer para cumprir uma tarefa ou uma atividade social.
Além disso, vale salientar que para processar, torna-se necessário o envolvimento de várias regiões cerebrais, que são responsáveis por abrigar determinadas funções que expressam uma habilidade específica.
Outro detalhe que merece ser destacado é que estas partes devem estar íntegras, maduras de acordo com a idade e se interconectarem de maneira adequada. Tudo isso para que ocorra uma boa resposta do cérebro aos estímulos do ambiente e, por extensão, a concretização da aprendizagem e a evolução adaptativa para novas aprendizagens.
Dentro do processo de aprendizagem ocorre o conhecemos por desenvolvimento cognitivo, que pode ser definido como o aprimoramento dessas habilidades, cuja evolução constante tende a propiciar uma vida de autonomia ao indivíduo. Sendo assim, é importante trabalhá-la e ficar atento a algum sinal que denote um possível atraso.

Aspectos cognitivos da aprendizagem no autismo

Peguemos como exemplo uma criança que conviva com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Quando ela estuda em uma turma com alunos regulares, a educadora deve compreender que nem todo estímulo poderá ser suficiente para conduzir o estudante em questão a ser participativo durante as aulas, pois alguma parte da cognição pode se encontrar em déficit.
Não são poucas as vezes que a linguagem verbal pode apresentar algumas carências em detrimento de algumas funções executivas da mesma criança. Para ficar mais esclarecido, vale reiterar também que a depender do grau do transtorno e até mesmo do tempo em que o pequeno recebe as intervenções de especialistas, dois estudantes com TEA podem manifestar sinais completamente diferentes. Importante reiterar que esse aspecto é único e que cada pessoa apresenta uma determinada característica.
Sendo assim, podemos dizer que a aprendizagem no autismo tem como marca o aspecto fragmentado. Isso significa que o raciocínio de uma criança com TEA pode não completar diferentes partes de um todo, na maior parte. Isso não é algo integral, o que pode ser notado também pela tendência desse público específico a preferir atividades que apostam mais na rotina e aquelas que são completamente repetitivas.
A cognição e o cérebro
Devemos relembrar que o cérebro, em sua totalidade, é dividido em regiões no qual cada parte atua com uma função predominante, porém interligada e integrada com outras áreas. Com isso, vale lembrar que estas conexões costumam se aprofundar e a se interconectar na formação de unidades funcionais, cujo papel preponderante na geração ocorre, além da coordenação e manutenção das funções cerebrais em rede.
Devemos ressaltar que estas, em conjunto com outras partes funcionais, coordenarão o processamento das mais variadas informações no cérebro, são elas: ler, escrever, pensar, perceber sons/estímulos visuais, entender símbolos, perceber a face de seu semelhante e sentir algo resultante, etc. Por fim, vale salientar que a aprendizagem infantil e todos os atos que são executados pelo ser humano dependem inteiramente dessa conexão mencionada aqui.
Lucia Brites - Psicomotricista

O que é desenvolvimento cognitivo?

Antes de tudo, vale ressaltar do que isso se trata. Cognição é o ato de processar informações. A finalidade é perceber, integrar, compreender e responder adequadamente aos estímulos do ambiente. Isso, principalmente, levando o indivíduo a pensar e avaliar como cumprir uma tarefa ou uma atividade social.
Importante salientar que para processar, torna-se necessário o envolvimento de várias regiões cerebrais, as quais abrigam determinadas funções que, conjuntamente, expressam uma habilidade específica.
Além disso, estas partes devem estar íntegras, maduras de acordo com a idade e se interconectarem adequadamente. Tudo isso para que haja uma boa resposta do cérebro aos estímulos do ambiente e, por extensão, a concretização da aprendizagem e evolução adaptativa para novas aprendizagens.
O desenvolvimento cognitivo é o aprimoramento dessas habilidades, cuja evolução constante tende a propiciar uma vida de autonomia à pessoa. Por isso é importante trabalhá-la e ficar atento a algum sinal que denote algum atraso.

Como conduzir os problemas existentes na cognição?

É imprescindível que se saiba quais são eles e como podem impactar na vida de uma pessoa, por exemplo. Muitos ainda não sabem, mas há diversos transtornos incluídos no bojo dos problemas de desenvolvimento cognitivo e que precisam de uma atenção maior frente à eficácia dos tratamentos disponíveis. Vejam abaixo quais os principais casos:
Primeiramente, a melhor maneira de tratar essas condições é procurando auxílio profissional. Somente especialistas são os mais habilitados para propor uma intervenção que seja eficaz para as necessidades da criança e do adolescente.
Outro passo é estabelecer uma comunicação com a escolha do menor e disponibilizar algum procedimento que possa ajudá-lo a driblar as dificuldades encontradas durante a vida acadêmica. O contato com educadores é essencial, além de ser realmente um diferencial.
Em casa, a família pode ser uma aliada de peso a partir do momento em que os integrantes do lar proporcionem aos pequenos as condições de promover sua autonomia naquilo que exige um maior esforço para que seja aprendido, por exemplo. No entanto, deve-se afirmar que isso só é possível devido a uma rotina acompanhada por terapeutas.
Por que o diagnóstico precoce é importante?
Quando os problemas são identificados precocemente, a situação abre espaço para correções e soluções interventivas, cuja finalidade é a de induzir a construção de competências que, sem esse auxílio, não seria possível se estabelecer sem a devida estimulação. Portanto, diante de algum sinal, não deixe de procurar ajuda especializada.

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